OPINIÕES Burgernomics Fábio Martins de Andrade - 25/07/2013 - 14h22 A prestigiosa revista “The Economist” divulga, de tempos em tempos, o seu índice Big Mac, que funciona como um medidor da taxa de câmbio e se baseia na teoria da paridade do poder de compra, pela qual no longo prazo as taxas de câmbio devem se ajustar para igualar o preço de uma mesma quantidade de bens e serviços em diferentes países. No índice utilizado frequentemente pela revista o bem em questão é um só: o Big Mac.

OPINIÕES Burgernomics Fábio Martins de Andrade - 25/07/2013 - 14h22 A prestigiosa revista “The Economist” divulga, de tempos em tempos, o seu índice Big Mac, que funciona como um medidor da taxa de câmbio e se baseia na teoria da paridade do poder de compra, pela qual no longo prazo as taxas de câmbio devem se ajustar para igualar o preço de uma mesma quantidade de bens e serviços em diferentes países. No índice utilizado frequentemente pela revista o bem em questão é um só: o Big Mac. Leia mais: Joaquim Barbosa suspende a criação de 4 novos TRFs STJ – Principais julgados em matéria tributária (1º semestre) STF – Retrospecto dos principais julgamentos em matéria tributária (1º semestre) Protestos políticos e mudanças jurídicas Na sua edição passada, vol. 408, nº 8.844, que circulou na semana de 13 até 19 de julho de 2013, a sua página 62 trouxe as indicações de atualização do índice Big Mac. Geralmente a revista divulga seu índice quando há algum evento que mereça nova medição. Desta vez, foi a oscilação nas taxas cambiais em razão da perspectiva de um fim de compras de ativos pelo “Federal Reserve”. A título de mero exemplo, outra situação na qual a revista divulgou o seu índice ocorreu em 02 de fevereiro de 2013, quando o Chefe do Bundesbank da Alemanha, Sr. Jens Weidmann, se queixava de que os esforços do banco central para reanimar as economias europeias indicariam uma maior politização das taxas de câmbio, que viria a acirrar ainda mais a chamada “guerra cambial” (“currency war”). Nesse cenário, os países se esforçariam para desvalorizar a sua moeda nacional para impulsionar as suas exportações. Verifica-se, portanto, que quando há rumores ou indicações no mercado financeiro internacional sobre alguma questão sensível ou relevante, então o Burgernomics entra em ação e a revista publica o resultado do índice Big Mac. O índice consiste na variação (positiva ou negativa) percebida nas diferentes moedas do preço do Big Mac e, consequentemente, do percentual (de valorização ou desvalorização) frente ao dólar norte-americano (que funciona como o marco zero de todas as projeções comparativas, ao preço unitário de US$ 4.56). Desse modo, alguns dados interessantes começam a surgir, como por exemplo, nessa última edição da revista constou que os quatro lugares mais caros para se comprar um Big Mac são, respectivamente: a Noruega, com o preço unitário equivalente a US$ 7.51; a Suíça (US$ 6.72); o Brasil (US$ 5.28) e o Canadá (US$ 5.26). Esse cenário foi reprise da divulgação anterior, no qual o preço unitário do Big Mac nos Estados Unidos da América do Norte custava US$ 4.37 e naqueles países referidos, respectivamente: US$ 7.84 (Noruega), US$ 7.12 (Suíça), US$ 5.64 (Brasil) e US$ 5.39 (Canadá). Na outra ponta, considerando os países de menor avaliação frente ao dólar norte-americano, no índice publicado na semana passada verificamos que estão nas quatro piores posições os seguintes países: India, com o preço unitário de US$ 1.50; África do Sul, com US$ 1.82; China, com US$ 2.61; e Tailândia, com US$ 2.85. Lembre-se de que o preço unitário de referência aqui é US$ 4.56. Seis meses antes, os quatro países de menor avaliação tinham sido (com o preço unitário de US$ 4.37, como vimos): India (US$ 1.67), África do Sul (US$ 2.03), Hong Kong (US$ 2.19) e Egito (US$ 2.39). Enfim, a partir daí é possível extrapolar esses números com alguns outros dados informativos, com o objetivo de complementar o cenário econômico entre os mercados colocados em comparação. Exemplo disso ocorre com a variação (positiva ou negativa) do percentual (de valorização ou desvalorização) frente ao dólar norte-americano de cada país pesquisado. Nas matérias da revista, geralmente constam essa flutuação juntamente com o índice. Vale acompanhar e seguir os próximos índices Big Mac da revista para buscar o que o seu Burgernomics tem a nos dizer sobre o impacto de relevantes acontecimentos que no mercado financeiro internacional e acompanhar o desempenho do Brasil e, consequentemente, a valorização ou desvalorização (atual tendência) do Real frente ao dólar norte-americano. migalhas fonte

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